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autismo
Discussão sobre exclusão dos autistas
Profissionais e empresas gastam milhares de reais todos os meses em Google Ads, redes sociais, marketing e divulgação para conseguir algo essencial: chegar até pessoas que precisam dos seus serviços.
E aí acontece uma situação difícil de entender.
Uma plataforma criada especificamente para conectar famílias e pessoas autistas a profissionais e serviços começa a gerar visibilidade gratuitamente. A pessoa encontra o profissional através da busca e entra em contato.
E a resposta é:
“Não atendo autistas.”
O Autismo Perto funciona como uma espécie de buscador especializado: organizamos informações públicas e ajudamos pessoas a encontrarem profissionais, clínicas e serviços que possam atender às suas necessidades.
Por isso fica a reflexão:
Se você é nutricionista e atende crianças, por que uma criança autista não pode ser sua paciente?
Se você é fisioterapeuta e aquele atendimento está dentro da sua área de atuação, por que o diagnóstico de autismo, por si só, deveria ser motivo para recusar?
Se você é fonoaudiólogo, psicólogo, dentista, médico ou outro profissional da saúde, será que a primeira pergunta não deveria ser “qual é a necessidade dessa pessoa e tenho competência para atendê-la?”, em vez de simplesmente “é autista? Então não atendo”?
É claro que existem profissionais que não possuem capacitação para determinadas necessidades específicas, e reconhecer os próprios limites técnicos é uma atitude responsável. O problema que precisamos discutir é a exclusão automática de uma pessoa simplesmente por ela ser autista, independentemente das suas necessidades individuais.
Profissionais investem tanto para serem encontrados.
Pessoas autistas também estão procurando por eles.
Inclusão não significa que todo profissional seja obrigado a realizar qualquer atendimento. Significa olhar primeiro para a pessoa, sua necessidade e sua individualidade, e não transformar o diagnóstico em uma porta fechada.
💙 Autismo Perto — aproximando pessoas, famílias e profissionais.
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